O que acalma realmente o teu corpo?

O stress não começa apenas na cabeça.

O stress é um estado físico.

Quando o teu corpo tem pouca energia, entra em modo de alerta.

Então, os sinais de stress como o cortisol e a adrenalina aumentam.

Níveis cronicamente elevados de cortisol podem, a longo prazo, afetar o metabolismo, o sistema cardiovascular, a mente e a capacidade cognitiva.

Isso é algo que queres evitar.

É precisamente aqui que a alimentação anti-stress pode ajudar.

O teu corpo deve sentir-se seguro.

Deve ter energia suficiente.

E não deve estar constantemente a lutar contra a fome, a inflamação e o cansaço.

Baseando-se em ideias da fisiologia segundo Ray Peat, isto significa sobretudo: apoiar o metabolismo em vez de sobrecarregar ainda mais o corpo.

Ou seja, não comer da forma mais dura, rigorosa e pobre em estímulos possível.

Mas sim de modo a facilitar a produção de energia.

Para que o açúcar no sangue se mantenha estável.

Para que os hormonas do stress não disparem constantemente.

E para que a digestão, o calor corporal e o humor acompanhem.

Porque um corpo bem nutrido reage com mais calma.

Um corpo sobrecarregado reage mais rapidamente com alerta.

Por isso, a alimentação anti-stress não significa apenas “comer saudável”.

Significa sobretudo: comer regularmente.

Comer o suficiente.

Comer alimentos fáceis de digerir.

E compor as refeições de forma a que te sustentem e não te pesem.

Com hidratos de carbono bem digeríveis.

Com proteína suficiente.

Com minerais.

E com gorduras numa quantidade que sacie, mas não sobrecarregue.

O objetivo não é o controlo.

O objetivo é o alívio.

Se ficares muito tempo sem comer, se as refeições forem só café ou se a comida causar stress constantemente, o corpo tem de compensar.

Com mais agitação.

Mais fome intensa.

E mais irritabilidade.

Por isso, a alimentação anti-stress não pergunta primeiro: O que devo eliminar?

Mas sim: O que dá estabilidade ao meu corpo agora?

Talvez um pequeno-almoço salgado com leite, em vez de só café.

Fruta, iogurte ou mel.

Mais proteína ao almoço.

Menos experiências alimentares numa fase em que o teu corpo já está sob stress.

A investigação também mostra que o metabolismo e a reação ao stress estão mais ligados do que muitos pensam.

Uma revisão atual descreve que o estado metabólico, especialmente a disponibilidade de glicose, pode influenciar a resposta de cortisol ao stress agudo.

Outro estudo mostrou ainda que uma maior adesão a uma dieta mediterrânica estava associada a uma menor ativação inflamatória relacionada com o stress.

No fim, a alimentação anti-stress não é uma solução milagrosa.

É um sinal para o teu corpo.

Eu cuido de ti.

Não precisas de estar sempre a lutar.

É assim que começa a verdadeira calma.

Com os melhores cumprimentos

A tua equipa Raw Animal

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